Agora nós vamos atrás daquele que começou tudo, o Duque em pessoa. Eu me esqueci da emoção de tudo isso: pontos para chegada e determinar a aproximação, pensar nas melhores formas de matar alguém que vive atrás de altos muros. Mas com a emoção, há um eco negro que vem a mim pelo que fiz na Torre Dunwall.
Mas se existe alguém que merece morrer, é o Duque Luca Abele.
Eu amei diversas mulheres, e até alguns homens, mas nunca amei ninguém como minha Deirdre. Depois que fugi de casa, naqueles primeiros anos nas ruas, ela foi quem me manteve longe do fundo do rio. Eu conseguia dormir em uma pilha de lixo, embaixo de um toldo furado, desde que ela estivesse lá comigo, dividindo uma lata de comida ou uma garrafa de bebida que roubamos durante o dia.
O Duque e seu irmão vieram a Dunwall, e Deirdre e eu entramos na frente deles enquanto eles saíam de sua carruagem chique. O Duque provocou seu irmão, nos chamando de baratas do cais, e foi o irmão que usou a bengala que matou ela, abrindo seu crânio.
Havia gazelas de madeira no topo da carruagem, e eu arranquei uma e enfiei através do olho dele, o mais fundo que pude. Deirdre já não estava mais entre nós, morta como uma porta, caída na lama e encarando o céu cinza de Dunwall.
Fugindo depois daquilo, eu fui caçada pela Guarda da Cidade, e até mesmo por membros da Grande Guarda, até Serkonos. Pessoas me olhavam como se eu fosse amaldiçoada, cuspindo sempre que eu me aproximava. Todos sabiam que eu traria confusão, até as gangues.
O irmão do Duque está morto há muito tempo, mas agora é minha chance de me vingar de Luca Abele por provocá-lo contra minha jovem e bela Deirdre. Nada nunca mais foi a mesma coisa depois que ele a tirou de mim.