Diário: Cabo Valdez

Dishonored 2

Já se passaram seis meses desde que vim para o Addermire permanentemente. Não acho mais que tenha sido uma boa ideia. No começo, eu gostava do isolamento porque me permitia fingir que eu tinha deixado o passado para trás.

Mas agora, eu me pego cantarolando só para quebrar o silêncio. Eu cheiro e inspeciono cada pedaço de comida antes de comer. Quando tomo banho com água das reservas do Addermire, não sinto como se ela me lavasse. É como se a doença fosse parte destas paredes.

Tantos doentes passaram por aqui por tantos anos! E não só com germes, mas com males da mente. Esse tipo de coisa marca o lugar, mesmo após os pacientes estarem curados ou morrerem. E eu nunca gostei de médicos. Eles têm um cheiro diferente e olham para você como se fosse só um monte de órgãos.

Eu já devo ter pego alguma doença, respirando este ar gelado e úmido por tanto tempo. É difícil acreditar que as pessoas vinham aqui para melhorar. Hoje, o Addermire parece uma tumba.

Acho que vou vigiar o telhado, aproveitar o sol enquanto posso.

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