Diário de Vasco — Mês do grande frio de 1850

Dishonored 2

O novo soro da Alexandria não pode sair de Addermire, e ninguém pode saber do nosso fracasso.

Nós o testamos em nós mesmos, como costumamos fazer, em doses fracionadas. A noite foi um pavor. É difícil descrever os efeitos na mente, o frenesi induzido. Nós não éramos nós mesmos. Alexandria murmurava consigo mesma, se chamando de Grim Alex, quase como se tivesse mudado de personalidade completamente. Não consigo descrever tudo que aconteceu, mas sinto muita vergonha ao lembrar de como a minha perspectiva mudou, como se toda a minha moralidade tivesse sido extinta.

No dia seguinte, após despertar, me senti melhor do que tenho me sentido em anos. O soro pode ser a chave para uma melhoria no funcionamento dos pulmões e maior vigor. Pode até aliviar os efeitos de algumas das piores febres e infecções.

Mas o preço é muito elevado. A perda absoluta da empatia; os apetites indomáveis.

E, mesmo assim, uma semana depois, vi Alexandria no terraço abaixo. Ela estava terrível, desarrumada, com palavras embaralhadas saindo da sua boca, enlouquecida. Ela se movia de forma estranha.

Pela manhã, perguntei se havia testado o soro novamente. Ele ficou muito alarmada, garantindo-me que nunca mais tocaria em nem mesmo uma gota dele. Ela jura que a única amostra que resta está guardada em segurança para estudos futuros.

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