Nascido no mês das trevas

Dishonored 2

Antes da Grande Queima e antes da guerra total
Quando o fogo tomou tudo, de cidades a campo rural
Em tempos de nada além de mar e enseadas,
Sem olhos nem vozes além do palco da alvorada

Fiéis migravam de cidade em cidade,
Olhando cada bebê nascido com curiosidade,
Vasculhando estas terras por um infante
E pistas esotéricas e indagantes

Em uma cidade negra em ruínas, um forasteiro acharam,
O pai era um monstro, e a mãe no solo enterraram
Um mendigo, mestiço, garoto de pés no chão
Que caiu em sua cela de abusos vãos

E assim, naquele mês das trevas
Destruíram seu nome de modo sombrio
E assim, ainda ele sussurra bem baixo
E assim, ele ingressou no Vazio

A luz os chamou, seu cinza esmaecido
Seu rosto vazio, de todo abatido,
Ele assistiu e esperou, e seus olhos pintaram
Com diversas tintas, suas vestes adornaram

Encontraram um caminho, da luz fugiram,
E numa árvore antiga, a qual as eras destruíram,
Acharam num círculo de pedras, numa área sagrada,
Duas lâminas de bronze, em ossos afiadas

E assim, naquele mês das trevas
Destruíram seu nome de modo sombrio
E assim, ainda ele sussurra bem baixo
E assim, ele ingressou no Vazio

Naquele mês das trevas, estações cederam ao frio
Um sacrifício de sangue prendeu sua alma no Vazio
Olhos sem cores, deixara de pobre ser
Tornando-se aquilo que os fiéis queriam ver

Eles o soltaram além das esferas
Onde o silêncio da noite e a eternidade o espera,
Abriu os olhos adormecidos, negros após o rito,
Procurou falar, mas só pôde dar um grito

E assim, naquele mês das trevas
Destruíram seu nome de modo sombrio
E assim, ainda ele sussurra bem baixo
E assim, ele ingressou no Vazio.

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