[Trecho de uma monografia sobre os encontros com o Estranho]
Esse já é um conto bem extraordinário, cuja única variação é o tom e a empolgação dos narradores. Poucas pessoas, por meio de sonhos ou contatos com templos, são transportadas ao Vazio e interagem com o próprio Estranho. Dizem que algumas saem desses encontros tendo conquistado a simpatia dele.
Obviamente, não é fácil diferenciar histórias reais das besteiras ditas por gente louca para conquistar a atenção do Estranho. Mesmo assim, é feita uma análise desses eventos.
A Abadia dos Prosaicos alerta que o Estranho está entre eles. Porém, para eles, ele não passa daquele desconhecido que causa em você a tentação do adultério ou do trombadinha que rouba seus pertences à mão leve. Só há uma compreensão muito básica da verdade na Litania idiota deles. Nós, do Olho, sabemos onde é a verdadeira morada do Estranho.
Contudo, se quisermos que as pessoas acreditem nessas histórias, precisaremos questionar o alcance do poder dele no Vazio. Será que ele escolhe esses diálogos de forma consciente? São conversas de que tipo, isso se elas forem realmente inteligíveis? Qual é a composição física dele nesses momentos?
São essas as perguntas que pretendo responder nos próximos capítulos.